#Texto – Debate no Kubitschek Plaza: A New Hope

Episódio 43 – ‘A new hope’

Quarta-feira, 24 de Novembro, Brasília, Kubitschek Plaza, dez e pouco da manhã. Sentam-se Vladimir Carvalho, Ana Cristina Costa e Silva, Renato Barbieri, João Paulo Procópio, Douro Moura e Tâmara Habka diante de algumas pessoas e começam a discutir os rumos do audiovisual no DF. Seus argumentos para justificar tal atitude são a falta de investimento na área cultural (não apenas cinema), a existência ainda de censura pelo fato de apoiadores ou pessoas de cargos importantes na área cultural decidirem não apoiar projetos por razões não regulamentadas em edital, a falta de uma união efetiva entre os realizadores e agentes culturais e o pouco zelo dado às construções destinadas a permitir a ação desses realizadores. O debate começou bem, falou-se do NPD (Núcleo de Produção Digital, ativo desde o meio de 2009, que é um projeto resultado do programa “Olhar Brasil” criado pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura que oferece cursos, oficinas, palestras e mostras afim de promover a formação e capacitação de técnicos e realizadores de audiovisual, independentes ou não) e foi estimado para tal projeto em Brasília uma verba considerável. Já aí se observa um problema: a lentidão em realizar tais projetos em várias partes do Brasil devido talvez à verba insuficiente. Algumas regiões não possuem qualquer verba destinada à produção cultural.

Ana Cristina apresentou um documento desenvolvido por ela e alguns outros realizadores, uma organização de vinte anos de várias atas de reuniões realizadas sobre o assunto da própria reunião de hoje, ou seja, os rumos do audiovisual, seja no DF, seja no Brasil, em forma de livro. O projeto possui duas etapas concluídas, cada uma dessas etapas constituindo um livro, e juntamente com os livros um CD contendo todas as atas das reuniões revisadas. Esse documento possui então vários possíveis caminhos a serem considerados pelos realizadores e poupará, no mínimo, umas vinte reuniões.

É necessário portanto propor uma unificação entre as ações dos realizadores para que os projetos possam ser levados mais a sério, e mais importante uma unificação entre os cinemas, não importando onde eles vão passar, se em algum festival ou na periferia. Ficou decidido assim que se faça um documento único com apoio da ABCV e APROCINE, cujos membros estavam ali, e que se busque mais apoiadores da iniciativa. Mesmo assim houve desde o início da discussão uma preocupação em conseguir o apoio do novo governador e como ele seria contatado. Douro pergunta se alguém tem algo a adicionar antes de ser encerrado o debate e lá atrás um homem levanta a mão, dão-lhe a palavra e ele diz que seu nome é Gustavo Chauvet (irmão do Eduardo Chauvet) e que ele é da equipe de transição da cultura do governador Agnelo.

O debate terminou bem.

Lucas Simões da Silva Pereira – Cinema e Mídias Digitais – 6º Semestre

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