CINECLUBEIESB 2010/02 #03: MAL DOS TRÓPICOS (Apichatpong Weerasethakul, 2004)

Neste sábado inauguramos, entusiasmados, é claro, o programa especial de sábado no CINECLUBEIESB. Trazemos, em primeiro lugar, um filme que é quase unanimidade, como um dos melhores dos anos 00, entre os crículos especializados: Mal dos Trópicos, a aventura estética de Apichatpong Weerasethakul. Para o debate, a presença de Tiago Faria, do Correio Braziliense, nome de admirável elegância e perspicácia da nova crítica de cinema brasiliense.

É quase uma unanimidade crítica que os países do oriente fazem o cinema de arte mais inovador da atualidade. Seguindo uma linhagem própria e bastante particular desde especialmente os grandes mestre japoneses dos anos 50 (Ozu, Mizoguchi, Kobayashi), países como a China, Tailândia e a Coréia do Sul vêm desde os anos 90 mostrando um cinema instigante e exuberante, sensorial e instantâneo, provocativo e desafiador. Nossa mostra de sábado exibe, com um representante para cada região, um filme diferente e exemplar, da atmosfera alienígena de Weeresethakul, passando pelas parábolas budistas de Kim Ki-Duk ao cinema bufo e delirante de Joon- ho Bong. Cada sessão será seguida por um debate com especialistas convidados.

21/08 Mal dos Trópicos (Sud Pralad, Apichatpong Weerasethakul. Tailândia, 2004, 118 min. Classificação: 14 anos. Legendas em inglês)

Último vencedor em Cannes, o diretor Weerasethakul ganhou notoriedade com Mal dos Trópicos, filme de estranha ambientação e propensão narrativa, contando a transformação de um homem em um ser instintivo e selvagem.

Advertisements
Comments
One Response to “CINECLUBEIESB 2010/02 #03: MAL DOS TRÓPICOS (Apichatpong Weerasethakul, 2004)”
  1. Gustavo Fontele Dourado says:

    Uma forma interessante de aprimorar o debate seria trazer teorias científicas rigorosas a respeito da interação em forma de fábula pessimista. Há muito ceticismo quanto a uma explicação possivel para o filme entre os críticos. Foi empregado uma união do elemento onírico com o neodarwinismo aplicado ao ser imanente de Espinoza. A natureza associa as formas cosmológicas vanguardistas à antropologia pelos avanços de teorias holísticas graças à interpretação matemática dos fenômenos modernos em ciência. Há uma cosmogonia inerente à linguagem do filme. Como é constituído de símbolos particulares com poesia universal, as compreensões são disfaçadas pelo acesso que temos desta linguagem. Então eliminemos o ceticismo argumentativo. Claro que há várias opiniões e todas estão passíveis de prova.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: