O Cineclube voltou!


Seguindo o sucesso da apresentação dos filmes do cinema moderno francês (nouvelle vague) na temporada passada, faremos uma pequena visita a obras importantes de um cinema arrojado, autoral e provocativo elaborado pelos italianos durante a década de 60. A influência de nomes como Fellini, Antonioni, Pasolini, Dino Risi, Monicelli, Ettore Scola, Lina Wertmuller e outros continua patente no cinema contemporâneo, provando que a escola moderna italiana realizou uma duradoura experiência de remodelagem do cinema.

12/08 8 e ½ (Otto e mezzo, Federico Fellini. Itália, 1963, 135 min. Classificação: 14 anos)
Obra maior do maior cineasta italiano e uma das mais importantes da história do cinema, 8 e ½ é o mais autobiográfico filme de Fellini. Na pele de Marcelo Mastroianni, o diretor revisita suas angústias com arrojada mistura de delírio, diálogos mordazes e cruel crítica ao showbizz italiano.

19/08 O Deserto Vermelho (Il deserto rosso, Michelangelo Antonioni. Itália, 1964, 120 min. Classificação: 13 anos)
Filme extremamente apurado e exemplar da estética intimista e desoladora de Antonioni, Deserto Vermelho mostra Monica Vitti como uma dona de casa solitária em um cenário pavoroso e espectral da uma cidade agressivamente industrial na Itália.

26/08 Nós Que Nos Amávamos Tanto (C’erevamo tanto amati, Ettore Scola. Itália, 1975, 136 min. Classificação: 14 anos)
Épico da guerra e da intimidade realizado de forma magistral por Ettore Scola, este filme serve como uma grande revisão do cinema moderno italiano, prestando tributo desde ao neorrealismo até ao cinema de Fellini.


O cinema e a música pop compartilham inúmeras interinfluências e intersecções através da história, e o objetivo deste programa é trazer amostras de abordagens possíveis bastante diferentes destas relações, do amálgama contracultural da animação de Bakshi, passando pelo comentário político de Godard até a contemporânea experiência estética pura do Animal Collective.

02/09 American Pop (Ralph Bakshi, 1981. EUA, 95 min. Classificação: 16 anos)
Filme de animação em rotoscopia do extremamente cultuado animador Ralph Bakshi, American Pop nos transporta, de maneira lisérgica e excitante, à história da música pop americana.

09/09 Sympathy For The Devil (Jean-Luc Godard. França/Inglaterra, 1968, 110 min. Classificação: 16 anos)
No auge da modernidade de seu cinema, Godard usou os bastidores da gravação do clássico Beggars Banquet, dos Rolling Stones, para fazer virulenta reflexão sobre a cultura dos anos 60.

16/09 ODDSAC (Danny Perez. EUA, 2010, 53 min. Classificação: 12 anos. Legendas em inglês)
Radical experiência de psicodelismo musical do grupo eletrônico Animal Collective, aclamado em Sundance e conceituado como um “álbum visual”.


O que pode ser considerado uma obra-prima? Esta pequena seleção procura responder a esta questão sem que seja necessária uma conceituação acadêmica: os três filmes, em suas matrizes profundamente impactantes, nos convencem com força autônoma e essencialmente cinematográfica sem precisarem, necessariamente, pertencer ao cânone ordinário do cinema.

23/09 M, o Vampiro de Düsseldorf (M, Fritz Lang. Alemanha, 1931, 105 min. Classificação: 14 anos)
A imortal obra de Fritz Lang traz o ator Peter Lorre como um assassino de crianças culpado e grotesco. A trama sombria e a mistura de estética dos cinemas mudo e sonoro ainda fazem deste filme um fenômeno único na história do cinema.

30/09 A Canção da Estrada (Pater Panchali, Satyajit Ray. Índia, 1955, 120 min. Classificação: Livre)
Primeiro filme da lendária “trilogia de Apu”, esta obra profundamente comovente é uma das mais clássicas do cinema mundial, reverenciada por diretores como Akira Kurosawa. Conta a história de uma família desafortunada que vê no nascimento de seu novo filho um fio de esperança.

07/10 Orfeu (Orphée, Jean Cocteau. França, 1950, 95 min. Classificação: 12 anos) – Filme inigualável do artista e poeta Jean-Cocteau, hoje um tanto esquecido. Traz o mito de Orfeu para a França moderna com uma visão poética e delirante, extremamente pessoal e visionária, com altos graus de esteticismo e kitsch.


A despeito das sucessivas crises pelas quais passou, o cinema brasileiro sempre apresenta ganas de se renovar e, neste período atual pós-retomada, por trás das megaproduções da Globo Filmes, uma geração jovem estreia com propostas novas para o cinema nacional. Os três filmes deste programa são de estreantes e bastante diferentes das convenções ordinárias sobre o cinema brasileiro.

14/10 Apenas o Fim (Matheus Souza. Brasil, 2009, 80 min. Classificação: Livre)
Este filme, de maneira espontânea e independente, chamou a atenção da crítica nacional pelo sopro de jovialidade e inteligência para retratar as mais jovens gerações da classe média brasileira na direção do garoto Matheus Souza.

21/10 A Festa da Menina Morta (Matheus Nachtergaele. Brasil, 2008, 110 min. Classificação: 18 anos)
Estréia na direção do prestigiado e anárquico ator Matheus Nachtergaele. Conta, com grande impacto visual, a história de uma santa improvável.

28/10 Os Famosos e os Duendes da Morte (Esmir Filho. Brasil, 2010, 95 min. Classificação: 14 anos)
Filme independente e ousado em sua proposta de retratar a juventude contemporânea através da alienação digital e cultura pop.


O surrealismo, após fazer muito barulho no início do século, diluiu-se em tendências e aspectos dos filmes através da história, chegando a uma maturidade a partir do cinema moderno. Ainda retorcendo as possibilidades lógicas da realidade, estes filmes são um verdadeiro desafio à construção e experimentação cinematográfica, mesclando-se, a partir do próprio mestre Buñuel, ao obscuro, ao grotesco, ao infame, ao monstruoso.

04/11 O Anjo Exterminador (El ángel exterminador, Luis Buñuel. México, 1962, 95 min. Classificação: 18 anos)
Permanecendo como um dos filmes mais relevantes da história, O Anjo Exterminador é uma insuperável história de delírio que retrata o momento em que um grupo de burgueses entra em uma festa e, sem motivo aparente, não consegue sair, em um processo angustiante e desumanizador.

11/11 A Montanha Sagrada (The Holy Mountain, Alejandro Jodorowsky. México/ EUA, 1973, 114 min. Classificação: 18 anos)
Ovacionado no festival de Cannes, este insólito filme é uma bela amostra do cinema único de Jodorowsky, capaz de unir alquimia, ocultismo, esoterismo e filosofia em uma história mitológica de ascensão espiritual.

18/11 Tetsuo: the Iron Man (Shinya Tsukamoto. Japão, 1989, 67 min. Classificação: 18 anos. Legendas em inglês)
Bastante perturbador, este filme do diretor maldito Tsukamoto funde as culturas do cyberpunk, da fantasia científica e do surrealismo em novos patamares, contando a história de um homem que aos poucos percebe que seu corpo está se fundindo a formas de metal.


As guerras, assim como na humanidade, são uma constante no cinema. Guerras antigas e modernas foram retratadas incontáveis vezes nas telas, e o gênero foi sempre um balizador e reflexo das consciências sociais sobre as guerras em cada época da história do cinema. Este programa apresenta três dos melhores filmes de guerra, situando o espectador nas duas grandes guerras e na guerra do Vietnã, no ponto de vista dos franceses, americanos e alemães.

25/11 Glória Feita de Sangue (Paths of Glory, Stanley Kubrick. EUA, 1957, 87 min. Classificação: 16 anos)
Primeira obra realmente expressiva do grande Stanley Kubrick, este filme traz a melhor atuação de Kirk Douglas e uma feroz história da ambiguidade moral nas trincheiras da primeira guerra mundial.

02/12 Cruz de Ferro (Cross of Iron, Sam Peckinpah. Inglaterra/Alemanha, 1976, 128 min. Classificação: 14 anos)
O indomável Sam Peckinpah dirige este sensacional e estiloso filme que mostra os conflitos espinhosos entre as patentes do exército nazista na segunda guerra, com grande atuação de James Coburn.

09/12 O Franco Atirador (The Deer Hunter, Michael Cinimo. EUA, 1978, 183 min. Classificação: 18 anos)
Vencedor do Oscar, O Franco Atirador é um épico sobre o Vietnã, mostrando um grupo de homens antes e depois da guerra, com soberbas atuações de Robert De Niro e Christopher Walken.

É quase uma unanimidade crítica que os países do oriente fazem o cinema de arte mais inovador da atualidade. Seguindo uma linhagem própria e bastante particular desde especialmente os grandes mestre japoneses dos anos 50 (Ozu, Mizoguchi, Kobayashi), países como a China, Tailândia e a Coréia do Sul vêm desde os anos 90 mostrando um cinema instigante e exuberante, sensorial e instantâneo, provocativo e desafiador. Nossa mostra de sábado exibe, com um representante para cada região, um filme diferente e exemplar, da atmosfera alienígena de Weeresethakul, passando pelas parábolas budistas de Kim Ki-Duk ao cinema bufo e delirante de Joon- ho Bong. Cada sessão será seguida por um debate com especialistas convidados.

21/08 Mal dos Trópicos (Sud Pralad, Apichatpong Weerasethakul. Tailândia, 2004, 118 min. Classificação: 14 anos. Legendas em inglês)
Último vencedor em Cannes, o diretor Weerasethakul ganhou notoriedade com Mal dos Trópicos, filme de estranha ambientação e propensão narrativa, contando a transformação de um homem em um ser instintivo e selvagem.

25/09 Casa Vazia (Bin-Jip, Kim Ki-Duk. Coréia do Sul, 2004, 95 min. Classificação: 16 anos)
Kim Ki-Duk costuma contar suas histórias na forma de estranhas parábolas de moral ou perversão da moral budista, e este é um de seus maiores êxitos: um filme quase absolutamente silencioso, de profundo mergulho no universo da comunicação e da solidão.

23/10 Mother – a Busca Pela Verdade (Madeo, Joon-ho Bong. Coréia do Sul, 2009, 128 min. Classificação: 14 anos)
História de uma mãe em uma obsessiva cruzada para inocentar o filho deficiente, Mother é um dos filmes mais impactantes de atualidade, dirigido com perfeito domínio pelo fenomenal Joon-ho Bong.

20/11 Que Horas São Aí (Ni na Bian ji Dian, Tsai Ming-Liang. Taiwan, 2001, 116 min. Classificação: 16 anos. Legendas em inglês)
Tsai Ming-Liang possui um olhar exótico e analítico sobre a vida nas grandes urbanidades contemporâneas, e neste filme conta a busca fora de controle de um vendedor de relógios por sublimar o fantasma do pai e se relacionar com uma garota que viaja para a França.

04/12 Andando (Aruitemo Aruitemo, Hirokazu Kore-eda. Japão, 2009, 114 min. Classificação: 12 anos)
Herdeiro do cinema minimalista de Ozu, mas de aspecto mais sombrio, Kore-eda recuperou respaldo da crítica com essa visão sobre uma rara reunião de família no Japão contemporâneo.

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