NESTE SÁBADO: DOCUMENTÁRIO? HEIN?

Robert Flaherty é conhecido em aulas de cinema como o “pai” do documentário, mas será que

isso realmente faz algum sentido? Seu filme mais famoso e exemplar, “Nanook of the north”, encenava com linguagem ainda preliminar e forte direcionamento interpretativo, a vida do povo Inuit.

Os pescadores de Aran“, filme que exibiremos neste sábado, porém, realizado mais de 10 anos depois (1934), traz um Flaherty obcecado pela organicidade da montagem e pelas narrativas humanas, superando em largos passos qualquer noção ingênua de “documental” e trazendo ao filme um proposição filosófica (imagética) que, sem exageros, pode ser considerada uma das mais encantadoras que o cinema já produziu. Flaherty, como um desbravador do ser humano e da linguagem, acompanha a absurda rotina de sobrevivência de um áspero povo de uma ilha próxima à Irlanda.

Para o debate, o professor do IESB e da UnB Ciro I. Marcondes*, especialista em cinema silencioso, fará uma leitura desta clássico insubstituível, um dos filmes mais singulares do cinema mundial.

*Ciro I. Marcondes é crítico e professor de Cinema pela Universidade de Brasília e pelo IESB, e mestre em Literatura pela UnB. É também tradutor e curador de mostras de cinema. Publicou em sites como Cinequanon, Candango e SenhorF, e nas revistas Jungle Drums e Cerrados. É produtor executivo do projeto HCM.

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