Nesta semana: ficção absurda e documento ficcional

Nesta semana, os programas do nosso cineclube divergem novamente… e deliciosamente.

Enquanto na quinta conferiremos mais uma rodada desenhos animados, desta vez para adultos, no sábado iniciamos o programa de “Documentários de vanguarda“, procurando lançar um olhar sobre, afinal, que é diabos significar produzir “documentos” audiovisuais hoje em dia.

Confiram:

QUINTA, 12/11, 11h: Desde a criação da animação, com pioneiros como Winsor McCay na época heróica do primeiro cinema, até a consolidação com Walt Disney, os desenhos animados, por seu potencial deformativo a abstracionista, foi identificado ao público infantil. Encantadoras, as animações, com algumas exceções, desenvolveram uma longa tradição para o público infanto-juvenil.

 

A partir de um desenho como “Os Simpsons” (precedido de intermediários como “Os Flintstones”), porém, o potencial ilimitado de representação da animação passou a ser abordado em séries para adultos. Neste programa, exibimos 3 séries que, nos anos 90 e 2000, dominaram estas representações:

South Park: criada pelos anárquicos Matt Stone e Trey Parker, a série é a mais agressiva e aloprada da história. Foca-se num grupo de crianças numa pequena cidade no interior do Colorado, onde um viés niilista crítico faz acontecer problemas relacionados à história, costumes e cultura norteamericanas.

King of the Hill: mais brando e de sutileza admirável, esta série, dos criadores da clássica “Beavis and Butt-head”, foca a família e os costumes americanos de maneira mais melancólica e até poética.

Family Guy: espécie de desdobramento (e rival) de South Park, esta série foi criador pelo enfant térrible Seth McFarlane, e, igualmente agressiva, traz uma família absurda e desencantada, sem os lastros puritanos que ainda sobravam em “Simpsons”, por exemplo.

SÁBADO, 14/11, 16h. Programa documentários de vanguarda – santiago

Santiago, de João Moreira Salles. 2006, 107 min.

Sem se ater a convenções de documentário e (auto)ficção, Santiago, um filme sobre outro filme não-realizado, é um dos mais instigantes dos últimos tempos. Certamente um clássico instantâneo, um dos filmes mais inteligentes do cinema mundial contemporâneo.

pablo

Nosso convidado para o debate será ninguém menos que PABLO GONÇALO*, cineasta e coordenador do curso de cinema do IESB. Não percam! A pipoca é por nossa conta.

*Pablo Gonçalo é mestre em Comunicação pela UnB e coordenador do curso de Cinema do IESB. Crítico de cinema, publicou no Correio Braziliense, Contracampo, Menemocine e Candango. É também diretor de cinema e foi curador da mostra Memórias do Subdesenvolvimento.

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